quinta-feira, 18 de março de 2010

Preconceito

O preconceito é uma coisa muito engraçada, todo mundo fala que não tem, mas na hora H, tudo é diferente. Falar, julgar, argumentar sobre um assunto sem nem mesmo ter base teórica é como descrever algo sem nunca ter visto.

Aí nos perguntamos, prejulgar pessoas depende só de nós mesmos ou é questão histórica ou influência familiar?

Pois bem, se pensarmos nos negros e analisar o aspecto histórico, ao invés de ter aversão a eles, deveriam respeitá-los e deixar de lado essa questão de cor de pele, insignificante diante do que eles fizeram para nós e passarmos a valorizar mais o que as pessoas realmente são... O caráter hoje é até esquecido quando as pessoas já se afastam devido ao preconceito.

O trabalho de sol a sol, durante todo o tempo, servindo e sendo humilhado, sob condições subumanas, ao invés de construir uma imagem positiva, só afastou os negros, de uma realidade em que todos são iguais e devem ter as mesmas condições de vida, com oportunidades de empregos e salários semelhantes.

Diante desses fatos, não resta dúvida que apesar da história ter criado uma barreira entre os negros e brancos, hoje é burrice permanecer sustentando este muro que só trás prejuízos.

Alguns adultos e jovens já levam essa ideia como sendo a realidade de hoje, porém, nem todos são assim.

Achei curioso, que ao assistir uma Palestra do Gabriel O Pensador, ele relatou que ao gravar uma música que envolve justamente o tema preconceito, ele recebeu uma carta que dizia assim:

Gabriel,

Meus pais são racistas, mas eu não quero ser!

E após ouvir essa única frase eu pensei: Será o preconceito passado de geração a geração? Será que ao educar, os pais também ensinam que os filhos só podem brincar com os amiguinhos brancos? Será que ao passar de carro na rua, uma criança vai ignorar um menino negro só porque seus pais passam sem mesmo olhar para o lado?

Esse jovem, ao enviar a carta mostrou que apesar dos seus pais serem preconceituosos, ele iria lutar, para que pudesse ter uma postura diferente à adotada por eles.

E é lutando contra as barreiras impostas pela sociedade, que vamos conseguir mudar e assim construir um mundo que vai valorizar a pessoa pelo que ela é no seu interior, não mais pelas suas características físicas.

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